Antes de encontrar o lugar ideal para a cerimônia de casamento, nós penamos. Entre tristezas e felicidades, aqui estão nossas experiências:
Catedral Rainha da Paz: péssima idéia
Casar na Rainha da Paz foi uma das nossas primeiras decisões após o noivado. A igreja encantava por ser diferente, pequena, aconchegante e estrategicamete localizada. Além disso, apenas um casamento era celebrado por noite — o que, a princípio, achamos ótimo. Na primeira vez que decidimos ir lá, saimos frustrados. Queríamos marcar logo o casamento para garantirmos a data 09 de outubro, mas a secretária nos informou que as datas do ano seguinte só seriam marcadas a partir de setembro. No primeiro dia de setembro, o Victor ligou, mas descobriu que o padre estava viajando e só voltaria na próxima semana, com a agenda. Sete dias depois, nós dois decidimos ir pessoalmente. Segunda frustração. De todos os sábados do ano, a igreja resolveu dar o curso de noivas exatamente no nosso dia. Depois de tanta espera, foi como receber um balde de água fria. Começamos a procurar uma solução, mas a secretária não pareceu muito interessada em ajudar. No fim das contas, ela sugeriu que falássemos com o padre, que, novamente, estava viajando e só voltaria na semana seguinte. Acreditávamos que uma boa conversa com ele poderia convencê-lo a mudar a data do curso e nos ceder o sábado 09. Na semana seguinte, lá estávamos, destemidos. Mas foi com surpresa e decepção que ouvi o “posso tentar” do padre, em tom de “esqueça”. Terceira frustração. Terceira e última. Depois de tanta complicação, o encanto da Rainha da Paz acabou para nós, que decidimos procurar um outro lugar.
Outros pequenos probleminhas dessa igreja são: espaço pequeno (200 pessoas sentadas); casamentos apenas aos sábados, um de manhã e outro à noite; padres quase inacessíveis; e cadeiras de plástico, que precisam ser retiradas pelo cerimonial.
Comentário do noivo: Eu nunca fui um fã dela. Gostei e tudo, a localização é privilegiada e o preço excelente. Mas ainda a achava meio torta, entrar pelo lado, essas coisas. Isso sem contar aquela cruz imensa na frente, assustadora – não sei como seria me casar com Jesus sangrando em tamanho real bem ao meu lado.
Catedral de Brasília: breve possibilidade
Fracassado o plano original, a Catedral e o Oratório do Soldado se tornaram as próximas opções. Mas, numa breve ligação, o Victor descobriu que a Catedral não celebrava casamentos na semana da padroeira, ou seja, nada de casamento no dia 09/10. Por esse motivo, foi riscada da lista.
Apesar de a data ter sido nosso principal motivo para desistir da Catedral, levamos mais algumas coisas em consideração: excesso de glamour, que não combina com a gente; turistas “visitando” nosso casamento; péssima acústica e calor insusportável (segundo relato de uma noiva que conhecemos).
Comentário do noivo: Eu só não compartilho muito do “excesso de glamour”, porque acho a Catedral tão bonita, que até sair na Caras seria aceitável. Mas a parte dos turistas é algo muito importante, além dos demais senões.
Oratório do Soldado: perfeito!
Logo após desistirmos da Rainha da Paz, fomos conhecer o Oratório do Soldado. O meu primeiro comentário foi: “não gostei nada daqui”. Isso porque a igreja parecia mal conservada. Além disso, eu estava muito frustrada e ainda não conseguia lidar com o fato de que não poderia me casar na igreja escolhida, na data escolhida. Apesar dessa primeira impressão, decidimos reservar o Oratório do Soldado mesmo assim, mais por medo de não achar outra igreja que preenchesse nossos requisitos mínimos do que por simpatia pelo lugar. Porém, na nossa segunda visita, minha impressão já começou a mudar. Na secretaria, fomos muito bem recebidos e tivemos a oportunidade de conhecer o padre, que foi atencioso, educado e gentil. Nossa data estava livre, assim como nossa segunda opção de data. Na saída, o lugar já parecia lindo e eu voltei a sorrir, satisfeita. No final, ficamos muito felizes com a decisão tomada.
Mas, como qualquer igreja, o Oratório também tem seus pequenos inconvenientes: são celebrados dois casamentos por noite; são permitidas apenas músicas sacras; não pode jogar arroz, nem pétalas; e casar lá é um pouco mais caro que na maioria das igrejas, R$600.
Comentário do noivo: Aos interessados, recomendo ir lá pessoalmente, pois minha primeira impressão, ao telefone, não foi de grande gentileza (o tenente responsável é um tanto sucinto) e isso quase me fez descartá-la – mas, em pessoa, esta impressão foi totalmente desfeita, ele é muito gentil e solícito, apesar da farda.










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Olá! Eu e o Sérgio vamos nos casar no Oratório do Soldado também. Até escrevi sobre a “saga” no meu blog: http://minicasamentodf.blogspot.com/
Gostei muito do seu blog.
Um abraço,
Bárbara.
Obrigada, Bárbara!
Também vou dar uma olhada no seu blog! ;)