
Outro dia me perguntaram se eu sentia falta de ter festa de casamento ou me arrependia de ter optado por uma recepção simples e pequena, só com bolo e champagne. Minha resposta? Não, nem um pouco.
O que eu percebi é que, quando estamos envolvidos com os preparativos, a impressão que temos é a de que, se uma flor do arranjo estiver fora do lugar, comprometerá todo o casamento e nunca mais, pelo resto de nossas vidas, seremos plenamente felizes. Mas essa sensação, embora muito comum, já que praticamente toda noiva é perfeccionista, tende a mudar com o tempo.
Depois que pousamos da lua de mel, jogamos os papéis de presente no lixo e organizamos os talheres na primeira gaveta da cozinha, o casamento assume um novo sentido. Excetuando situações desagradáveis com fornecedores e tios bêbados dando vexame – que traumatizam e são difíceis de esquecer –, não sobra espaço para aborrecimentos e arrependimentos porque o marriage se torna mais importante que o wedding.
Hoje, para mim, o sabor do bolo, que tanto me preocupou nas semanas anteriores ao dia 10, se tornou mero detalhe. Quando penso no dia do meu casamento, me lembro de jogar totó usando uma tiara com véu, de ter prioridade na fila do almoço familiar por ser “a noiva”, de encontrar meu pai na porta da igreja e me sentir segura, de ver as pessoas mais importantes da minha vida sorrindo ou chorando feito bobas e de todas as coisas que foram ditas e pensadas naquele momento.
Acho que o truque, afinal, é manter o foco e não esquecer qual o verdadeiro sentido do matrimônio. Quando o amor é tratado como prioridade, por mais que as coisas não saiam exatamente como foram planejadas, nada vai diminuir a felicidade do casal e, com ou sem festa, o dia se tornará, inevitavelmente, o mais perfeito de todos.










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18 de janeiro de 2012 at 15:55 |
And that, my friend, is why I love you.
24 de janeiro de 2012 at 13:25 |
pode curtir?
18 de janeiro de 2012 at 15:56 |
Ah, eu acho que quando o casal precisa guardar as reservas financeiras pra futura casa ou pra lua de mel é muito viável deixar de lado a recepção.
Porém se os noivos e os pais podem financeiramente arcar com os custos da festa é maravilhoso poder oferecer um jantar aos seus queridos, brindar com eles sua felicidade e celebrar.
Ainda que o casal não tenham muitas pessoas próximas faça um mini wedding mas celebre.
Meu noivo acha tudo muito caro no casamento e abriria mão de tudo, mas eu digo pra ele poxa você não quer oferecer um jantar para seus pais e irmãos que além de virem de longe sempre te recebem tão bem em confraternizações, festas e reuniões? Ele pensa e diz que quer sim e é uma oportunidade.
Nas recepções o tempo que a gente passa com os noivos, revendo os parentes que vc não vê há muito tempo, os sorrisos as danças… é tudo muito mágico.
Agora se a pessoa que optou por não ter pensa: Eu adoraria ter tido, mas essa reserva financeira me ajudou muito a realizar isso, isso e isso. Eu concordo!
Eu abriria mão de uma baita lua de mel pra ter a minha recepção. Viajar é uma coisa que vc pode fazer sempre, agora a festa de casamento é uma vez só na vida. Pelo menos a gente espera.
18 de janeiro de 2012 at 16:04 |
Concordo com você, Nivia, que unir a família e ter bons momentos juntos compensa qualquer trabalho que a festa possa dar.
18 de janeiro de 2012 at 16:05 |
Lindo post, Stella!!!
O Victor é um sortudo!! ;)
Beijoo!!!
*.*
18 de janeiro de 2012 at 16:14 |
Concordo com a Nivia. Mas sinceramente não sei se abriria tão facilmente da minha festa. Foi tão bom, divertido. Celebrou o momento mais importante da minha vida!
Claro que, se meus planos fossem outros, também não me importaria em abdicar da minha festa para usar o $$ em outro investimento.
Mas eu não me arrependo da minha festa. Foi linda, inesquecível! Recomendo muito!!!
Stella, saudadees :) Como vc tá???
18 de janeiro de 2012 at 17:27 |
Stella,
Pra começar, registro minhas saudades desse mundo louco de casamentos, dos meus amigos e colegas e de vc!
Achei super pertinente o post novo e resolvi comentar. Depois de 13 anos organizando casamentos, cheguei a algumas conclusões. A primeira é que todas as decisões são movidas pelo sonho. Sonho individual, particular, absolutamente pessoal, que envolve uma série de detalhes que todas nós conhecemos. Se o sonho da noiva cabe dentro do bolso dela, maravilha! As mulheres – e homens, em alguns casos – que decidem por uma mega festa tem todo o meu apoio, porque é a escolha delas.
A segunda, que cabe no seu post, é que muitas mulheres ainda casam com o “casamento-evento” (wedding) e não com o “casamento-relacionamento” (marriage). Infelizmente, nesses anos todos, vi muitos relacionamentos perdendo força e até justificativa por conta dos preparativos. Algumas pessoas se envolvem tanto no processo que acabam esquecendo que ele inclui – obrigatoriamente – uma segunda pessoa. E aí o casamento-relacionamento está fadado ao fracasso. Sonhar com um casamento-evento grandioso não faz mal nenhum, desde que ele não venha antes do casamento-relacionamento.
Terceiro, que fiz casamentos de todos os tipos: o maior em uma fazenda, para 1.200 pessoas; o menor em um apartamento, para 40 pessoas. E a verdade é que um casamento é feito de pessoas, sorrisos, abraços, desejos de felicidade e muita alegria. Se de 40 ou de 1.200, não importa. Importa que esses sorrisos sejam os que vc quer guardar por toda uma vida, com o mesmo desejo de que o casamento dure pela eternidade.
Beijo pra vc!
18 de janeiro de 2012 at 19:04 |
Sábias palavras, como sempre!
19 de janeiro de 2012 at 07:35 |
Pois é, Stella!
O mais importante é o amor e a força de vontade para conseguirmos manter nossos sonhos ao nosso alcance. Meu casamento também não terá festa de arromba, apenas uma recepção com muitos comes e bebes, pois faço questão. Esses dias estava encucada (e preocupada) com os valores dos orçamentos de decoração que tenho recebido, mas aí me lembrei do que eu já tinha me dito antes: “decoração não é prioridade pra mim”. Às vezes, no meio de tanta pressão de todos os lados, acabamos mesmo perdendo o foco do que realmente queremos. E, pra mim, flores e toalhas de mesa não fazem tanta diferença assim. É só respirar fundo e seguir em frente.
Beijos e sucesso!!!
19 de janeiro de 2012 at 08:29 |
Que lindo, Stella!
Adorei seu relato.
19 de janeiro de 2012 at 08:59 |
Adorei o texto, nós teremos sim, uma recepção, mas simples e que cabe no nosso bolso, sem pra isso ter sacrificado a lua de mel, nem os móveis e decoração do apartamento. Acho que tudo tem que ter equilíbrio, foco e prioridade mesmo…
beijão!!
19 de janeiro de 2012 at 10:47 |
Eu já disse que você é minha inspiração, né?! :P
Eu não pretendo fazer festa, não tenho o sonho, sabe? Afinal, tem que ter um sonho ou uma vontade muito grande para gastar pelo menos R$ 30 mil numa coisa que dura algumas horas. Além do mais, esse mercado casamenteiro me incomoda muito. São tantas coisas pequenas e que não me representam em nada! Eu odeio o fato de ter de ouvir: “Mas, todo mundo faz isso!” Eu não sou todo mundo, sou única! Enfim, é tudo uma questão de escolha!
19 de janeiro de 2012 at 11:21 |
Com certeza eu terei e ao contrário do que muitas falam não é uma noite ou algumas horas ou uma “coisa”… Não mesmo…
Eu não estou abrindo mão de nada (lua de mel, móveis, casa)e tudo está saindo com a NOSSA carinha, graças a Deus!!!
19 de janeiro de 2012 at 12:54 |
Gostei do post e mais ainda dos coments… Quantas personalidades neste blog!
Eu me lembro de ter cogitado todas as possibilidades, de ter confiado no paitrocínio e estar condicionada aos desejos deles; de desistir da festa para comprar nosso apê; de cobrar ingresso dos convidados; de fazer em um restaurante e daí eu me deparei com os sonhos que JAMAIS são sonhados sozinhos. Nossas famílias tinham tanta expectativa quanto nós… foi quando eu, ao sair de um aniversário de um tio disse: “não me imagino casar sem celebrar depois, sem comemorar, sem dançar, sem ter histórias para contar. Vamos fazer festa!” O noivo concordou e nosso primeiro esboço de gastos está guardado! Foi feito em um guardanapo de restaurante… Hoje, depois de quase 2 anos, extrapolamos o orçamento, compramos nosso apê, vamos reformá-lo e vamos viajar… Deus (em quem acredito),providenciou tudo, abriu e fechou portas para que nosso sonho fosse concretizado, nós decidimos arriscar em Cristo. Penso nas flores, nos convidados que podem ficar bêbados, nas pessoas que quero que faltem e que se façam presentes, nos comentários bons e ruins… mas, principalmente, penso neste momento de alegria e completude que não voltará e não será sentido da mesma maneira novamente. Este momento, que precisa ser aproveitado até o último segundo e que servirá de combustível para uma nova etapa, novas emoções, novas festas.
19 de janeiro de 2012 at 14:30 |
Concordo Nayara. Quando lembro o quanto foi especial o meu dia, não me arrependo de ter feito festa e gastado mais!
É uma celebração de uma união eterna que se concretiza.
Além de tudo, os preparativos do casamento são tão estressantes, tantos detalhes, que merecemos uma festança hehehe
Brincadeiras de lado, acho importante celebrar a união com a presença de familias e amigos queridos, independente do tamanho da festa =)
19 de janeiro de 2012 at 13:50 |
Que texto interessante e quantas opiniões ricas num post só!
rs
Acredito que a recepção seja uma opção do casal…o melhor é decidir em conjunto, se for para fazer uma festa, que os dois arquem com os custos e não briquem por isso; se não for, que nenhum dos sois fique frustrado por isso!
Eu também não tinha uma grande reserva nem paitrocínio, mas meu noivo e eu resolvemos comemorar nosso casamento com uma linda festa, na medida do nosso bolso, e Deus tem abençoado tudo o que estamos planejando. Para isso abrimos mão de reformar apto e estar com ele todo mobiliado, mas estou feliz com a nossa escolha. E isso que importa, para cada uma de nós noivinhas…estar em comunhão com nosso noivo e não deixar nosso sonho individual diminuir o objetivo de uma união, de um casamento…não perder o foco do que é o casamento, eu diria.
Resolvemos nos dar esse luxo da festa, que acredito que servirá de combustível para a próxima fase, como bem disse a Nayara, mas não acho que tudo sirva para todo casal…cada um sabe o que é melhor para si!
=)
20 de janeiro de 2012 at 08:29 |
Fui a um casamento de uma amiga que era só a cerimônia, foi bonita e tal, mas tbm senti falta daquele tempo que a gente tem nas recepções, quando a gente vê pessoas que não via há muito tempo. Pessoas vêm de longe, algumas compram presentes caros… Eu estou me apertando mesmo (pois minha família é grande e muitos amigos de verdade), mas ão me sentiria bem sem uma festinha… Porém, sim, depois que a festa passar, quero curtir a lua de mel para descansar e curtir o maridinho, começando uma abençoada família!
20 de janeiro de 2012 at 21:19 |
Oi meninas,
Sempre pesamos assim, Ed e eu, no inicio do nossos planos estavamos certo que seria uma breve recepção só para os familiares e amigos intimos, e com o envolvimento com os preparativos resolvemos fazer festa no nosso casamento. Entretanto, nunca perdemos o foco, que o casamento não se resume nos preparativos ou festas ou presentes. O casamento, ou pelo menos o meu, se resume ao AMOR que sinto e sei que meu noivo sente por mim. E é isso que quero levar no meu casamento, na minha história e na minha vida. E de nada valeria horas pesquisando, planejando, sonhando a festa e preparativos se não tivesse o principal, o melhor, o impressindivel, O AMOR QUE TEMOS UM PELO OUTRO.
A festa é mero detalhe comparado ao todo.
24 de janeiro de 2012 at 13:24 |
Simples assim né!? Qualquer casamento, por mais simples ou sofisticado que seja. Se for com amor, e o relacionamento diário após a lua de mel for maravilhoso vai ser o melhor casamento do mundo pros noivos.
O meu foi assim, perfeito… e olha que tinha muita coisa diferente do que eu planejei.
Mas foi feito pela minha família, da melhor maneira que eles podiam. E foi MARAVILHOSO.
Já to chorando novamente…aiii TPM que me mata…
dia 10/10/2010 com certeza foi o melhor dia né Stella?
29 de janeiro de 2012 at 10:03 |
Vai de acordo condição de cada um.
Excelente matéria.
30 de janeiro de 2012 at 07:07 |
Obrigada, Vinicius!
1 de fevereiro de 2012 at 12:31 |
Estou preparando o meu casamento, e como alguma das meninas disse, me sinto incomodada com a indústria do casamento. Tudo está muito caro. Iamos fazer a festa pois minha mãe conhece inúmeros fornecedores, mas quando colocamos na ponta do lápis vimos quanto ia ficar e sinceramente eu não vou conseguir gastar tudo isso em uma festa, afinal tenho o sonho de casar, mas não o sonho da festa. Certo dia questionei meu noivo: Qual é o seu sonho ideal de casamento e ele me respondeu: casar na igreja e fazer uma viagem maravilhosa com você, e por felicidade, este é o meu também! Então vamos fazer uma cerimônia linda, mas sem festa, apenas uma belo almoço para os parentes no outro dia. As vezes fico sentida com isso, mas acho que serei mais realizada montando minha casinha e fazendo uma bela viagem!!!
7 de fevereiro de 2012 at 23:50 |
vou falar a verdade nua e crua: ácoooooool é a solução. huahuahuhuahuahua.. tudo bem q achei a cerimonia super rapida (diferente de quando eu assisto), mas claro, eu entrei no meio dela né? huahuhuahuauha.. na festa começaram a me servir champagne. peeeeeeeeeeeeense. champaaaaaaaaaaagne. pergunta se eu notei detalhe d alguma coisa? nem parei no lounge. nem lembrei d checar nada. uma ou outra coisa q eu queria mt ver, mas outras foram detalhes q so verei em video ou foto (uffa.. q bem q acabei decidindo fazer video e foto. huahhuauhahua).
:P to louca para ve-los e olhar tudo q eu naaaaao notei pq estava mt mt louca tirando mil fotos e abraçando e dançando e curtindo demais para notar. rs..
12 de março de 2012 at 22:03 |
Confesso que aquela super-mega-bombástica festa seria a minha real vontade. Mas isso está muitíssimo longe do nosso apertado orçamento. Como o sentimento que move a vontade do casamento é o Amor, então celebremos o Amor do jeito que para nós deve ser: na igreja, com a benção de Deus, com as pessoas especiais que fazem parte das nossas vidas. Então decidi também: não teremos festa! Temos a opção de realizar um pequeno jantar de casamento num restaurante daqui de Brasília, para unir todas as lindas pessoas de nossas famílias (eu sou do Mato Grosso, o noivo tem tia que mora até na Alemanha!) que virão pra cá pra prestigiar nossa união. Mas isso está incerto, temos o apartamento para mobiliar, temos que juntar nosso rico dinheirinho para as chaves e daí começarão as prestações do imóvel! Ufa! Não teremos paitrocínio e então faremos (leia-se pagaremos) tudo, tim-tim por tim-tim. Resultado: casaremos na igreja, lua-de-mel para algum lugar fantástico?! creio que ficaremos com as belas praias do nordeste brasileiro (minhas preferidas). Confesso tbm que passei por um período de frustração, já que eu imaginava um casamento estilo princesa Disney! Mas já superei e acredito que meu casamento será como deve ser, lindo, com muito amor, tolerância, respeito e muita vontade de viver!
13 de março de 2012 at 08:54 |
Nossa, que lindo texto! Desde 2010 que eu penso em preparar meu casamento. Já empolguei e desempolguei diversas vezes. Já saí chorando de muitos fornecedores quando me deparava com valores que eu demoraria meses pra juntar pra pagar só aquele serviço. Eu sempre acreditei que o importante nessa fase é a cerimônia. É o momento em que Deus e as pessoas especiais testemunham a vontade de duas pessoas de viverem juntas para sempre. Gostaria de poder arcar com uma festança mas sou mais uma dentre várias aqui que não tem condições (e acho que nem coragem rsrs) de pagar tudo isso numa festa. É legal? Sim! É emocionante? Ô! Mas o mais legal e emocionante pra mim é saber que eu encontrei o amor e que isso já torna a minha vida uma festa!
16 de março de 2012 at 09:29 |
Marilha, com esse pensamento, é certeza de que vai dar tudo certo. :)